Archive for Novembro, 2007

Edição n. 7 do podcast disponível: Cao et al 2007 Immunity 207:635

Olá malta.

 

Acabei de transferir para o meu servidor de podcasts uma nova edição do podcast “Journal Club Imunoterapia tumoral”. Espero que a qualidade audio vos agrade. Na edição anterior houve problemas no servidor pois a qualidade do som era execrável. 

 

Nesta edição apresento-vos o artigo de Cao et al que foi recentemente publicado no jornal Immunity.

 

Este artigo apresenta as primeiras evidências in vivo que as células T reguladoras induzem a supressão da resposta imunológica anti-tumoral por induzirem a morte celular de células efectoras anti-tumorais (células NK e células T CD8+) por uma via dependente das proteinas Granzima B e Perforina.

 

Um artigo a ler sem dúvida e a ouvir no podcast.

 

O ficheiro mp3 pode ser descarregado aqui.


Um abraço forte!

 

Pedro

Pedro, tu és um cromo!

Pedro, tu és um cromo!

Eis que um dia no meio de uma discussao animada com uma antiga colega de laboratório, ela me lanca um adjectivo que nunca pensaria colar-se na minha testa: Tu és um cromo… na altura ri-me e até lhe disse que era a primeira vez que alguém me tratava dessa maneira. Achei piada…

Hoje, varias semanas passadas sobre este evento histórico na vida de qualquer um a quem se lhe trata um dia de cromo, tenho uma prespectiva diferente do assunto. Comecando desde logo pela definicao de um individuo “cromo”.

Cromo num dicionário de português não existe como adjectivo. Existe a definição de cromolitografia que todos nós conhecemos e coleccionámos um dia. O adjectivo cromo é então uma definição ambigua que tanto pode ser considerada positiva como negativa segundo a prespectiva social e pessoal… pode ser positiva se por exêmplo alguém se torna famoso na sociedade e se passea para ser notado como tal; ou então negativa se o adjectivo cromo qualificar alguém por motivo de chacota ou menosprezo.
Alias, é muito interessante um artigo recente sobre o assunto e as consequencias juridicas que apareceu no diário de notícias.

Pois serei eu cromo e os outros não… Eh pá, se calhar até sou… se calhar isto de ser cromo é generalizado mais do que se pensa.

O que será não ser cromo nos tempos actuais?

Se ser cromo é gostar de vários estilos musicais passando do clássico ao contemporâneo, do hard rock ao easy-listening, de não ver parvalhada na televisão e mesmo não a ter, passar os dias a ouvir podcasts ou rádio sobre o que me interessa (ciencia, tecnologia, cultura), mesmo realizar e produzir podcasts, se interessar pela política e pela sociologia, gostar de magicar projectos em electronica e informática, practicar a fotografia como arte e passar horas na camera escura, olhar para o céu à noite e reconhecer constelações, estrelas e planetas, ser ornitologo amador, adorar passar horas em museos e passear sem destino na cidade e no campo, ler livros sobre tudo e mais alguma coisa, gostar de cozinhar, praticar ciclismo, jogging e tiro com arco, ser cientista na vida profissional e dormir o mínimo suficiente para repousar o máximo; então eu sou um cromo com muita honra e assino por baixo.

E isto tudo não quer dizer que viva num buraco e não conviva com alguém… tenho muitos “amigos” e sou muito extrovertido. Tenho um filhote e já fui casado.

Como é que se consegue fazer tanto… bem aos poucos e tentando aproveitar ao máximo o tempo disponível e ser extremamente versátil e nunca dizer que não tenho tempo! Com paixão tudo se faz… quem corre por gosto não cansa, diz o povo. Se não gosto… simplesmente não o faço. Basta o laboratório e tudo o que é monotonia. Responsabilidades à parte.

E cromos como eu devem existir aos quilos… mas andam por ai bem escondidos. E sem esses cromos, alguns bem famosos não estariam vocês agora a contemplar este blog nem teriam os lindos computadores que vocês usam todos os dias. Basta dar o exemplo de como o meu inseparável Macintosh comecou: um grupo de jovens apaixonados pela informática reunidos a volta de um projecto de electrónica numa garagem na California. E este é um exemplo entre outros. Sem cromos não teriam existido muitos avancos científicos, tecnológicos e filosóficos na nossa sociedade e cultura ocidental.

E temos de reflectir porque é que tal acontece? Se calhar uns pequenos exemplos serão suficientes: Aristóteles também era cromo, Galileo também era cromo, Thomas Edison também era cromo, Darwin também era cromo, Leonardo Da Vinci era o cromo dos cromos, e tantos outros … Muitos deles eram multifacetados, practicando ao longo das suas vidas várias actividades movidos por uma curiosidade e motivação sem paralelo. E tanto devemos a eles na vida actual pela sua contribuição em muitos domínios.

O contraponto impõem-se. O que fazem os que não são cromos? O que eles fazem? Bem, criticam, comentam e lamentam-se se querem que eu diga a verdade. Uns é a falta de tempo… outros a falta de curiosidade,… outros a falta de motivacao,… outros a falta de irreverencia de combater o que lhes impede de fazer o que lhes da prazer,… outros a crónica vontade de não fazer nada… pois quanto menos se faz menos se quer fazer… e sobretudo o medo da imagem que pode ser transmitida aos outros, medo de se mostrar, medo de se impor, medo de comentar e de ser comentado… medo de ser criticado, medo de arriscar, medo ser o que queriam ser! Pois para mim estes são os verdadeiros cromos!

Os cromos são aqueles que jantam religiosamente as 8 da noite em frente da televisão, cromos são aqueles que usam o carro para buscar o pão à esquina para mostrar que tem um carro por exemplo. Cromos são aqueles que preferem passar o tempo em filas de transito em vez de ser inferiorizarem por usar o metro e o autocarro infecto. Cromos são os lambem os programas de parvalhada e telerealidade na televisao. Cromos são aqueles que acreditam em demagogia politica e social.Cromos são aqueles que nunca se manisfestam quando os seus direitos lhes são alianados. Cromos são aqueles que não combatem pelo desenvolvimento da sociedade em que vivem. Cromos são os passivos! Cromos são aqueles que se preferem drogar para se sentirem felizes! Cromos são os que não tem objectivos na vida. Cromos são os que não sonham…. cromos são os que esperam pela morte, pensando que a morte os vai dar uma nova vida. Cromos são os pensam em reencarnações e se calhar por pensarem assim é que não tiram proveito do tempo que estao vivos. Cromos são aqueles que não contemplam o mundo que os rodea. Cromos são os que consideram a curiosidade e o conhecimento desnecessários. Cromos são os que esperam que o pão lhes caia do céu.

Vivam os cromos como eu!

Pedro.

Edição #6 do podcast já disponível

Olá

Nesta edição apresento-vos um artigo onde se tenta explicar os mecanismos por detrás da redução da expressão de CD8 à superfície dos linfócitos após activação antigénica.

Os autores mostram que a redução de expressão de CD8 implica uma redução destes linfócitos em serem marcados com tetrameros e uma redução na sua capacidade de produzirem citoquinas tais como interferão.

Os autores mostram que a presença do receptor de Interferão gamma é essencial para a redução da expressão de CD8 à superfície dos linfócitos.

O artigo abre espaço para uma melhor compreensão dos mecanismos que explicam este processo, deixando em aberto como o interferão interfere com o controlo pos-transcripcional do co-receptor.

O podcast está já disponível. E podem descarregar aqui o ficheiro mp3.

Um abraço

Pedro

PS: Disse que as moléculas MHC class I são expressas em todas as células nucleadas… bem não completamente verdade. Existem tecidos, com por exemplo certos tecidos do testículo que não expressão estas moléculas. Tais situações criam ambientes de privilégio imunológico.

PS2: Por uma razão que desconheco, a qualidade audio desta edição é muito má, com muita distorção do sinal audio. Acho que o processamento pelo servidor do podcast esta com problemas já que o ficheiro que descarreguei no servidor não tem problemas. Quando ouvirem, queiram reduzir o volume pelo menos nos minutos iniciais para reduzir a inconveniência.

Edição #5 do podcast está disponível

Olá malta.

Mais uma edição disponível no podcast “Journal Club” Imunoterapia Tumoral.

O artigo é Bollard et al 2007 Blood 110: 2828 “Complete responses of relapsed lymphoma following genetic modification of tumor-antigen presenting cells and T-lymphocyte transfer”.

Muito interessante e demonstra o potencial da imunoterapia celular de controlar e combater tumores em humanos.

Podem descarregar o ficheiro mp3 aqui.

Pedro

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