A ecologia das Rosas de St. Valentim

EU considero que esta procissão de dias disto e daquilo é uma grande estupidez imposta à força por injecções publicitárias com fins comerciais, e admito que Natal não seria Natal se não houvesse por detrás o interesse económico, e talvez por isso é que o presépio é substituido pelo pinheiro depenado assente sobre uma pilha de cartões multicolores com prendas… como que a dizer que o Natal é sinónimo de prendas e não da celebração do nascimento de Cristo e de tudo que dai advém.

Mas voltando à temática que me leva a escrever esta pequena crónica é que deparei-me com a interessante informação que a maioria das rosas vendidas no período da doideira consumista disfarçada de amor partilhado e saido da gaveta na data apropriada, provêem sobretudo de um pais Africano, o Quénia (potência mundial produtora de rosas vermelhas), e vendidas em leilão no mercado de Amesterdão na Holanda. Ora devido a este consumo de rosas , o pobre lago Naivasha tem desaparecido a olhos vistos estando a sua persistência em risco devido ao consumo desenfreado de água para a produção dos belos rebentos longilíneos rematados de um botão tímido e efémero.

lago Naivasha, Quénia

lago Naivasha, Quénia (NASA)

Acho que é bastante estúpido por razões consumistas e publicitárias pôr em risco um ecossistema e a persistência de uma recurso fundamental à subsistência de uma região.

Portanto abstenham-se destas euforias da moda e se sim o desejem plantem lá em casa num vaso a vossa rosa. De certo que quando doada à pessoa bem amada ela terá um valor bem mais interessante e sentimental que algo crescido em série e extensivamente


Uma Resposta para “A ecologia das Rosas de St. Valentim”

  1. Mike Diz:

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